“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem
esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2:18)
Esta simples
narrativa nos traz a origem da mulher, do casamento e da família. Trata do
plano e ordem de Deus para os homens.
“E a sogra de Simão (Pedro) estava deitada com
febre; e logo lhe falaram dela.” (Marcos 1:30)
[“E levou-o a
Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás
chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” (João
1:42)]
Simão Pedro foi o primeiro Papa na Igreja Católica. Um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, nascido
aproximadamente em 10 a.C, exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67. Ele
tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador da
Igreja. Foi considerado o primeiro bispo de Roma, apesar de não existir
consenso histórico sobre sua ida à capital do Império Romano. O cargo de
primeiro Papa lhe foi dado anos depois, pois tal título começou a ser usado
cerca de dois séculos mais tarde.
Ou seja: Pedro,
o fundador da Igreja Católica e também seu primeiro bispo e seu primeiro Papa
era casado. Por que então os padres
devem ser celibatários e são proibidos pela mesma igreja criada por Pedro, que
era casado, de constituírem matrimônio? Faz sentido?
"O celibato não é essencial ao
sacerdócio." (Papa João Paulo II).
Segundo a teoria de Abraham H. Maslow, cada ser humano esforça-se para
satisfazer necessidades escalonadas que se satisfazem dos níveis inferiores aos
superiores. Ou seja; tendo as necessidades escalonadas nos níveis inferiores
como as mais importantes. Esta teoria assume que todas as
pessoas são iguais e desconhece que o que é uma necessidade para uma
pessoa, pode não ser para outra, portanto, todas
têm as mesmas necessidades.
Necessidades Fisiológicas: Relacionam-se com o ser humano como ser biológico. São as
mais importantes já que têm a ver com as necessidades de manter-se vivo, de
respirar, comer, beber, dormir, ter
relações sexuais, etc.
A proibição da
satisfação de uma necessidade fisiológica, pode acarretar em transtornos
físicos e/ou mentais...
Foi Deus que criou
o ser humano e os animais sexuados. E Ele criou o sexo não somente para a
procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e
mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre
marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata
abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:
“Seja bendito o teu
manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela
graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as
suas carícias.” (Pv 5.18-19).
Dentro do Catolicismo, existem várias vertentes, dentre elas:
- Igreja Católica Apostólica
Romana
- Igreja Católica Apostólica
Anglicana
- Igreja Ortodoxa Católica do
Oriente
- Igreja Católica Apostólica
Brasileira
- Igreja Católica Carismática
- Igreja Católica Apostólica
Romana Independente
- Igreja Católica Liberal
- Igreja Apostólica Gnóstica
Rosea Crusis
Das vertentes citadas, somente a Igreja Católica Apostólica Romana
proíbe os sacerdotes de contraírem matrimônio. Por que será?
Castidade: “O verdadeiro amor
conjugal e matrimonial, onde a relação sexual é vivida dignamente, só é
possível graças à castidade conjugal.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castidade). Note que
“castidade” é o mesmo que “fidelidade” e não abstinência...
Celibato: Do latim caelibatus, estado daquele que
não é casado. Na sua definição literal, é uma pessoa que se mantém solteira,
porém sem a obrigação de manter a castidade, podendo ter relações sexuais.
(Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione)...
Êpa!... Então proíbe
o casamento, uma instituição sagrada, mas não proíbe relações sexuais dos então
“sacerdotes não casados”?... Como assim?!!!
Vimos anteriormente
que Deus não criou o homem para ser celibatário (neste contexto entenda-se
celibatário como aquele que se abstém de relações sexuais) e vimos também que o
sexo é uma necessidade fisiológica básica e que se negligenciada pode causar
transtornos (parafilias / perversões sexuais). Vimos que dentre as Igrejas
Católicas, somente a Apostólica Romana é inflexível quanto ao casamento dos
sacerdotes.
De acordo com a
definição de “celibato” do Minidicionário Ruth Rocha. Editora Scipione, o
proibido seria apenas o casamento e não as relações sexuais.
“Deus não é contra o prazer sexual. Foi
Ele quem fez o sexo e o deu de presente para o ser humano. O problema está no sexo que é praticado fora do casamento. Quando
nos criou Deus sabia como poderíamos desfrutar plenamente do prazer sexual.
Vendo que é dentro de um contexto de profunda intimidade e segurança (só dentro
do casamento isto pode ser desfrutado plenamente) que a pessoa pode realizar-se
sexualmente, Deus estabeleceu em Sua Lei que as relações sexuais devem ser
mantidas após o matrimônio.” / “Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro
pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade
sexual peca contra o seu próprio corpo... Vocês não pertencem a vocês mesmos,
mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo
para a glória dele.” (1 Coríntios 6:12,13, 18-20 BLH – Bíblia Na Linguagem de
Hoje)” / “Mas eu digo: Já que existe tanta imoralidade sexual, cada homem deve
ter a sua própria esposa, e cada mulher, o seu próprio marido”. (1 Coríntios
7:2 BLH)” / “O que Deus quer de vocês é isto: que sejam completamente dedicados
a ele e que fiquem livres da imoralidade”. (1 Ts 4:3 BLH – no original, a
palavra para imoralidade se refere à fornicação, sexo fora do casamento).” (http://www.bibliaonline.net/acervo/8/pt-BR)
Será que os
sacerdotes católicos ligados aos incontáveis escândalos sexuais estão
priorizando a definição do dicionário à definição bíblica do que é certo e
errado nas Leis de Deus?
Até que ponto devemos
julgar e culpar estes homens que atormentados pela proibição de uma necessidade
fisiológica perdem a dignidade e a moral, e acabam desta forma cedendo a
comportamentos sexuais grotescos, tais como homossexualismo e pedofilia dentre
outros? Será que não devemos também (e principalmente) questionar a instituição
em questão, visto que esta é a única que mantém tal exigência?
Retornemos então à
pergunta feita no início: Por que os Padres Católicos Apostólicos Romanos devem ser celibatários? (Não podem casar)
Recordemos então
de nossas aulas de História, que explicavam claramente que esta condição imposta
pela igreja era/é pura e simplesmente uma questão econômica, visto que os
Padres Católicos Apostólicos Romanos não trabalham, limitando-se apenas ao
Serviço Clerical, portanto não constituem “patrimônio próprio”, sendo
considerados “Herdeiros da Igreja”, pois usufruem dos bens da Igreja enquanto
vivem.
Assim sendo, se eles se casassem suas esposas e filhos, como seus
herdeiros naturais, passariam também a serem “Herdeiros da Igreja”, aniquilando
totalmente o patrimônio desta instituição.
Ao passo que os sacerdotes das demais vertentes, além do Serviço
Clerical, mantêm seus empregos, constituindo assim patrimônio próprio através
do qual sustentam suas esposas e filhos e lhes garantem o que será herdado após
suas mortes, não comprometendo o patrimônio das instituições que representam.
Que o sacerdote tenha uma família (esposa e filhos), um emprego e uma
vida social normal (sadia) além de seu Serviço Clerical, ou que “em no me deste
Serviço Clerical” o sacerdote seja privado de suas necessidades básicas de ser
humano e como resultado disto acabe se tornando um desajustado monstruoso?
A igreja deveria
optar por padres castos ou permanecer com seu grande número de podres padres
celibatários?